1º andar a dar demasiadas entrevistas, quando não têm nada de novo para dizer
2º que quando não se têm nada de novo para dizer, poder falar demais, e esse demais, ser aquilo que todos ou quase todos quiseram que fosse. Motivo para uma grande BERRARIA.
Como já escrevi, os nossos opinadores da praça, dizem tudo e o seu contrário, dependendo do lado onde estão posicionados politicamente. Por isso mesmo, os responsáveis políticos, devem acima de tudo dizer aquilo que pensam, mas também pensar naquilo que dizem. Por isso, e como a alma fala mais alto, devem evitar falar demais. É o que não tem acontecido ao nosso primeiro Ministro Pedro Paços Coelho. Se não me engano nos últimos 30 dias já deu 4 entrevistas. Ainda não escrevi, mas reconheço que Pedro Paços Coelho me têm surpreendido pela positiva na forma como se tem respondido à oposição perante a Assembleia da República, e os Órgãos de Comunicação Social. Contudo, como estava a referenciar acima, e lembrando uma passagem da Bíblia "De não falar nunca te arrependerás, de falar muitas vezes." Pedro Paços Coelho, apesar de ter dito uma evidência aos jornalistas quando questionado acerca do desemprego dos professores, ao sugerir " .....a requalificação profissional como alternativa para encontrar novos caminhos, e o mercado da língua portuguesa como alternativa à falta de emprego que afecta a classe......" caiu o Carmo e a Trindade. Vieram logo as virgens ofendidas, que vivem à custa do orçamento de Estado dizer que quem devia emigrar devia ser o Primeiro Ministro. O líder da oposição chamava de irresponsáveis tais declarações, afirmando que tínhamos um Primeiro Ministro desistente, que em vez de puxar pelas energias do país e dos Portugueses, os mandava embora. Mas não só, para além do elevando nº de ofendidos que berraram por aí, veio logo a terreno Mário Nogueira da Fenprof, chamar de inqualificáveis tais declarações. Esta gente esquece-se é dos desempregados e dos que andam à procura do 1º emprego, que tiveram que emigrar, porque esta classe de dirigentes, quer seja governantes, quer seja das organizações profissionais que nos têm governado e chefiado ao longo das últimas décadas, olharam sempre para o umbigo e para os seus interesses pessoais e de classe, os quais arruinaram financeiramente Portugal. Será que o primeiro ministro disse alguma mentira. Claro que não. Devia talvez é não dizer nada, porque quando não há dinheiro, nestes casos, não há muitas outras alternativas, que não seja estar calado.
Mas o berreiro já tinha acontecido, quando o nosso anterior Primeiro Ministro, agora no Paraíso de Paris, numa aula em que estava a ser filmado, prestava opiniões de carácter financeiro aos seus colegas de turma, afirmando como " ......sendo uma ideia de crianças o pagamento total das dívidas. As dividas dos países não se pagam, são para se ir pagando. As dívidas gerem-se..... Qualquer pessoa que analise tais declarações, não vê nada de anormal. Qualquer um devedor que está numa situação de aperto, não vai, porque em princípio não pode, pagar o total das dívidas. Vai gerindo a dívida, pagando-a. Apesar de ser uma evidência, não deixa de ser uma criancice isso sim, um anterior primeiro Ministro, responsável pelo grande aumento da dívida, comentar sequer este assunto. Devia era estar calado. Isso sim, devia ser aquilo que os da berraria deveriam criticar. Não criticar o conteúdo, mas a forma, o timming de o fazer, apesar de estar num contexto académico. Vieram ao contrário sim BERRAR acerca do conteúdo, armados em economistas de escada. Ver Pina Moura no alto do seu pedestal como CEO da Iberdrola à custa do Partido Socialista, encolher os ombros perante o pedido do jornalista da TVI24 para comentar as afirmações do anterior Primeiro Ministro, não o defendendo, é de uma ingratidão a José Sócrates e mais própria mente ao Partido Socialista de todo o tamanho. Ver também Freitas do Amaral na Sic Notícias Afirmar, perante a mesma questão de comentar o comentário de José Sócrates, dizendo que "......é por causa destas afirmações que o país está neste estado.....", também é de uma falta de reflexão sobre o conteúdo do que disse e duma ingratidão a todo o tamanho, já que este, a convite José Sócrates, foi titular da pasta dos Negócios Estrangeiros no primeiro Governo de Sócrates.
Pina Moura não era de admirar, já que como comentador de economia é muito fraquinho, e é um cata vento da política. Se Sócrates estivesse ainda no poder, ia logo buscar os seus argumentos de economista socialista para o defender, mas como o homem caíu em desgraça encolhe cobardemente os ombros. Mas ver Freitas do Amaral criticar Sócrates desta maneira, é de ficar de boca aberta. Mas o que o homem disse é alguma mentira ? Claro que não. O que ele disse é uma evidência, tal como também pagar a dívida toda. Claro que os países na sua totalidade não tem liquidez suficiente para as pagarem tout cour, por isso gerem-nas. Mas se por acaso (que não há) algum país quisesse pagar toda a sua dívida também o poderia fazer negociando. Se lhes perdoassem os juros poderia ser uma bom negócio. Porque não? É uma criancice, porque é uma impossibilidade.
Calem-se ! Estamos todos fartos de vos ouvir !..
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